Trazendo “factfulness” ao Brasil
Vivemos na época das Fake News – um conceito cunhado pelo presidente americano, Donald J. Trump, para proteger-se da enxurrada de notícias que diariamente vêm ao seu ataque. O próprio presidente Trump faz em média 7,6 afirmações falsas por dia, segundo uma contagem do Washington Post.
Nas eleições brasileiras de 2018, fatos também deixaram de importar para muitos. Em grupos de WhatsApp, milhares de mentiras maliciosas foram compartilhadas por empresas e indivíduos que visavam denegrir a imagem do seu adversário, esperando assim ganhar votos para o seu candidato.
Muitos cientistas políticos hoje se referem às Fake news como uma das maiores ameaças à democracia do século 21. Como alguém que acompanha as notícias e o sistema político de vários países, eu não poderia estar mais de acordo.
É por isso que hoje eu quero conversar com vocês sobre factfulness hoje.
Mas o quê significa Factfulness (traduzido como “fiabilidade” em português)?
Factfulness, segundo o sueco Ola Rosling, é “o hábito aliviador de estresse de carregar opiniões apenas sobre aquilo que você pode comprovar com fatos sólidos” (a tradução livre é minha). Esse conceito surgiu com o lançamento do livro Factfulness, de autoria dos suecos Hans Rosling, Ola Rosling e Anna Rosling Rönnlund.
Nas eleições brasileiras de 2018, fatos também deixaram de importar para muitos. Em grupos de WhatsApp, milhares de mentiras maliciosas foram compartilhadas por empresas e indivíduos que visavam denegrir a imagem do seu adversário, esperando assim ganhar votos para o seu candidato.
Muitos cientistas políticos hoje se referem às Fake news como uma das maiores ameaças à democracia do século 21. Como alguém que acompanha as notícias e o sistema político de vários países, eu não poderia estar mais de acordo.
É por isso que hoje eu quero conversar com vocês sobre factfulness hoje.
Mas o quê significa Factfulness (traduzido como “fiabilidade” em português)?
Factfulness, segundo o sueco Ola Rosling, é “o hábito aliviador de estresse de carregar opiniões apenas sobre aquilo que você pode comprovar com fatos sólidos” (a tradução livre é minha). Esse conceito surgiu com o lançamento do livro Factfulness, de autoria dos suecos Hans Rosling, Ola Rosling e Anna Rosling Rönnlund.
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| Em memória a Hans Rosling, o gênio das estatísticas interativas. Photo: UNICEF/UNI57655/Berkwitz |
O professor de Saúde Internacional e fenômeno global do TED talks, Hans Rosling (1948-2017), antes de sua morte descreveu esse livre (que infelizmente ainda não foi traduzido para o português) como “a sua última batalha […] ao longo de sua vida para combater a ignorância devastadora”.
Neste livro de 341 páginas, os autores descrevem dez instintos que supostamente distorcem nossa perspectiva da realidade – factores que variam entre nossa tendência de dividir o mundo em dois campos (“nós” e “eles”), a maneira como consumimos as notícias do dia-a-dia (onde o medo governa), e como entendemos o “progresso” (de fato, acreditamos que a maioria dos índices globais estão piorando).
Para combater o que Hans Rosling descreveu como a “ignorância devastadora” que assombra a humanidade, ele, seu filho Ola Rosling, e a sua equipe (que inclusive conta com alguns brasileiros) criaram e desenvolveram o Gapminder: um fact tank que visa combater conceitos errôneos sobre o desenvolvimento global.
Infelizmente, o site Gapminder só está disponível em inglês. Triste, eu sei, porque o site é mesmo muito informativo e divertido de navegar!
Eu quero, no entanto, propor de trazer a você, brasileiro e brasileira, um pouco deste conceito de Factfulness.
É por isso que a partir do dia 9 de abril de 2019, lançarei um gráfico interativo por semana sobre o desenvolvimento do nosso país usando o software Tableau. Espero assim poder contribuir para um debate mais informado sobre o progresso do nosso país em setores como a saúde, educação, segurança, entre muitos outros temas.
Mas que fique claro desde já: meus gráficos infelizmente não serão tão avançados como aqueles desenvolvidos pelo projeto Gapminder. Eu não tenho os mesmos conhecimentos que os desenvolvedores de visualização da equipe Gapminder, nem acesso ao mesmo software que eles. Tampouco serei pago para fazer o que estou fazendo. Por isso, paciência comigo.
Até breve!
Vinicius B. Ribeiro

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