"Factfulness no Brasil": A mortalidade infantil no Brasil

Eu gostaria de começar esta série de estatísticas interativas (ou "infográficos") falando sobre um dos temas favoritos do professor Hans Rosling: a mortalidade infantil.

Como já dizia o professor: "A mortalidade infantil mede a temperatura de toda uma comunidade, como um termômetro gigante. Visto que crianças são seres muito delicados, elas podem facilmente morrer por várias razões."

"A taxa de mortalidade infantil é um indicador social representado pelo número de crianças que morreram antes de completar um ano de vida a cada mil crianças nascidas vivas no período de um ano. É um importante indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma cidade, país ou região" (Ribeiro).

Se apenas 12,8 crianças entre 1.000 morreram no Brasil em 2017 ("Tábua completa de Mortalidade para o Brasil – 2017", IBGE, 2018, p. 6), isso significa que outras 987,2 sobrevivem. "Seus pais e suas comunidades conseguiram protegê-las de quaisquer perigos que poderiam tê-las matado: vírus e bactérias, fome, violência e assim por diante"

"Este número nos diz também que a maioria das famílias (neste caso no Brasil) tem comida suficiente, que o esgoto não polui a água potável, tem bom acesso à atenção primária e que as mães sabem ler e escrever. Não nos diz apenas algo sobre a saúde das crianças, mas mede também a qualidade da sociedade como um todo" (Rosling, 2018, p. 25).

Que o Brasil e a maioria dos países sul-americanos tenham visto nos últimos anos uma queda tão drástica na mortalidade infantil é uma ótima notícia por si própria. É uma vitória dos nossos sistemas de saúde que, apesar de suas enormes deficiências, têm conseguido garantir um mínimo de dignidade ao povo brasileiro/sul americano.

Dito isso, aqui vai o primeiro gráfico da série "Factfulness no Brasil":


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